Aula 8

maio 13, 2009

Nessa aula deveriamos ter discutido o detalhe das análises das políticas feitas no livro (Cap. 4) “Full Disclosure”.  Fizemos uma apanhado geral.

No entanto, alguns tópicos foram delineados.  O conceito de transparência dirigida, como pregada no livro, diferente da transparência focada em centros de autoridade e sua distinção para a transparência para atender a curiosidade.

Sobre atores, listamos: “user,” “client”, “stakeholder”, “citizen”.  Vale a pena tentar elaborar um SA desses atores.

De certo modo concordamos que “accessability” e “correctness” devem ter uma relação do tipo “make”, dado o NFR Framework.  Isto é são pre-condições básicas para a Transparência.

Falamos sobre a escala de transparência e sobre as áreas de influência.  Nesse último caso, lembrei do gráfico do tipo cebola e da visualização empregada pelo DBLP

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One Response to “Aula 8”

  1. Elizabeth Suescun Monsalve Says:

    Resumo do livro “Full Disclosure: The Perils and Promise of Transparency” de Archon Fung , Mary Graham e David Weil, editora Cambridge University Press, 2007 capitulo 4.

    Continuando com a leitura do livro nesta aula abordamos o capitulo 4. Iniciamos falando sobre cómo políticas focadas na higiene nos restaurantes há permitido a diminuição de hospitalizações por doenças relacionadas com alimentos, ou seja, estas normas melhoraram a limpeza e incentivaram uma competência benéfica entre os restaurantes.
    Igual que outras formas de regulação a transparência esta encaminhada a mudar o comportamento dos indivíduos e as organizações, mas algumas políticas não conseguem lograr o objetivo da transparência. Em este analise se propõem três categorias de por que a transparência não é institucionalizada:
    • Algumas políticas de transparência não alteram o comportamento, falham porque não atuam sobre a informação que elas geram.
    • Outras políticas sim alteram o comportamento dos indivíduos ou organizações, mas não necessariamente em aspectos que seja coerente com os objetivos das políticas a institucionalizar.
    • Outras políticas alteram o comportamento como última instancia.
    Sistemas transparentes, cadeias de ações e respostas tem dois principais atores:
    • Aqueles obrigados pelas políticas para prover a informação, ou seja, aqueles que disponibilizam a informação
    • Aqueles que recebem a informação produzida pelas políticas transparentes, ou seja, os usuários.
    Tem-se muitos incentivos para os encarregados de disponibilizar a informação completa, porem esta ação produz resultados socialmente desejados e está dirigida por políticas de transparência que corrigem assimetrias na informação, o que tem como finalidade melhora na prestação dos serviços públicos reduzindo riscos.
    Quando a nova informação começa a fazer parte das decisões feitas pelo usuário então podemos disser que esta já está embebida dentro das decisões do usuário. Alem disso por razoes de transparência em um sistema eficaz não é suficiente que ela esteja embebida nos processo de toma de decisões. Também é importante levar em conta as preferências, problemas cognitivos e outras restrições que evitam que os usuários adotem os objetivos da política que se pretende institucionalizar. Então, quê vai determinar que uma informação seja embebida na toma de decisão de um usuário?
    Analisaram-se estes três fatores:
    • O valor da informação percebida, isso na relação com o logro dos objetivos do usuário
    • Sua compatibilidade com as rotinas de toma de decisão do usuário
    • Sua compressão
    VALOR: poucas pessoas dedicam o tempo e energia a obter informação para seu próprio bem, as pessoas deveriam perceber que a informação exposta tem como objetivo ser útil para seus próprios objetivos. Acredita-se que as metas dos usuários são alterados em sua grande maioria pelos sistemas de transparência, mas se tem casos que a educação, formação, publicidade e o acompanhamento de um sistema transparência podem ajudar a cambiar as preferências dos usuários, porem o custo de adquirir e utilizar a nova informação deve ser o suficientemente baixo para justificar os benefícios esperados.
    COMPATIBILIDADE: a informação também tem que ser compatível com a forma como as pessoas tomam as decisões, pois elas têm rotinas e hábitos para adoções de decisões. Algumas relacionadas com os preços, marcas, publicidade, informação em sites ou outras simplesmente são impulsivas. Então as políticas de transparência somente podem ser incorporadas si elas são compatíveis com estas rotinas.
    COMPREENSÃO: a informação é compreensível se ela pode ser relacionada com as decisões que se tomam. Mas muitas vezes a informação cria barreiras na compreensão em diversos grupos de usuários. Quando os sistemas produzem informação complexa, intermediários podem ser usados para criar mensagens de mais fácil uso. Os expertos concordam em disser que para a maioria dos usuários a informação tem objetivos similares, então é possível em certos casos reduzir a complexidade da informação com métricas e técnicas. Mas em alguns casos o conhecimento evolui tão rapidamente gerando controvérsia ou em outros casos onde os usuários dão diferentes usos na informação que é difícil ter o controle de ele. Também o acesso direito pode criar confusão em vez de transparência, nestes casos devem ser produzidas políticas de transparências mais complexas, desagregando mais os dados que em alguns casos são somente compreensíveis por usuários avançados que atuaram como tradutores e defensores.
    No contexto social as decisões divulgadas diferem um pouco das decisões dos usuários, ou seja, os divulgadores da informação têm mais probabilidade de incorporar respostas nas decisões dos usuários, se essas respostas têm valor em relação com seus objetivos são compatíveis na maneira como eles tomam as decisões e sejam compreensíveis para eles.
    É importante entender que os divulgadores da informação podem fazer melhoras nas praticas e produtos e antecipassem nas respostas dos usuários.
    O VALOR DA RESPOSTA: Os divulgadores da informação somente mudam suas praticas se essas mudanças cambiam o comportamento dos usuários e impactam os principais objetivos da organização. Ou seja, se elas afeitam a rentabilidade, quota do mercado, reputação, apoio eleitoral, legitimidade e confiança, entre outros.
    COMPATIBILIDADE DE RESPOSTAS: As respostas dos usuários são mais propensas a serem incorporadas se elas são compatíveis com as formas que os administradores recebem, processam e atuam frente à nova informação.
    RESPOSTA COMPREENSÍVEL: as respostas dos usuários devem ser compreensíveis para os divulgadores da informação. Ou seja, se uma resposta é interpretada erradamente, não pode ser incorporada em forma efetiva nas decisões dos divulgadores de informação.
    Na investigação feita pelos autores sugere dois tipos de obstáculos que podem impedir o êxito de sistemas de transparência embebidos:
    • Falta de claridade e congruência nos objetivos das políticas da informação dos divulgadores.
    • Interpretação errada a informação tanto dos divulgadores como dos usuários, ocasionado pelo viés cognitivo.
    Má interpretação inclusive quando os objetivos são congruentes, interpretação incorreta da informação pode danificar a efetividade das políticas de transparência. Ou seja, a força da relação entre ação e eficácia deve ser elevada quando existe congruência entre as metas dos usuários e os objetivos das políticas. Alem de que as possibilidades de interpretações erradas e erros cognitivos sejam baixos.
    Como medir políticas transparentes?
    • Muito eficaz: quando as políticas transparentes mudaram significativamente o comportamento da maioria dos usuários e os reveladores da informação na direção prevista pelas políticas.
    • Moderadamente eficaz: a política de transparência há mudado o comportamento de uma parte substancial dos usuários e reveladores da informação, mas há deixado vazios na mudança dos comportamentos.
    • Ineficaz: a política de transparência não tem conseguido mudar o comportamento dos usuários e os divulgadores de informação ou ela há mudado o comportamento em uma direção não prevista.
    Sistemas ineficazes:
    Sistemas de transparência ineficazes são aqueles que não produzem nenhuma mudança no comportamento dos usuários ou nos reveladores de informação. Porem não é possível avançar nos objetivos das políticas. Tem-se demonstrado que esta ineficácia e produzida quando nova informação não é compatível com processos preexistentes nos usuários, alem disso, os usuários também se enfrentam com um conjunto limitado de opções que permitam atuar e ganhar em informação ou por que as metas dos usuários diferem das políticas.
    Também se tem demonstrado que se é ineficaz porque os reveladores da informação respondem à demanda dos usuários de forma errada com a realidade.
    Elaboração de políticas transparentes efetivas:
    Políticas dirigidas pela transparência têm a possibilidade de introduzir importante informação sobre riscos e qualidade dos serviços públicos estabelecendo processos de toma de decisões dos compradores e vendedores, comunidades, instituições, votantes e candidatos e os demais participantes do mercado ou ação coletiva, alem disso, para ser eficaz a informação proporcionada deve ser parte intrínseca da toma de decisões de rotina dos usuários e dos divulgadores de informação incluso se a informação é incerta. Ou seja, proporcionar mais informação aos consumidores, investidores, empregados, e comunidade.
    Sem um cuidado e um bom desenho na execução das políticas de transparência elas podem fazer mais dano que bem. Os autores sugerem que é possível predizer as condições necessárias para fazer da transparência um instrumento eficaz de governança.


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