Aulas 13 & 14 & 15

julho 22, 2010

Conversando comigo o Henrique expressou uma opinião que creio importante.

Ele disse que ficou uma impressão de que a Transparência de Software é muito abstrata.

Vale a pena comentar sobre isso.

1) O conceito de qualidade é de difícil tratamento sob a ótica formal.  Como nos ensinou Herbet Simon em Ciências do Artificial, tratar do desenho de sistemas artificiais leva a que aspectos a uma necessidade de flexibilidade menos mecanicistas. Ele expressou isso cunhando um termo que mostra que muitas vezes soluções ótimas em todos os sentidos são menos desejáveis do que solução aceitáveis. Então usou o termo “satisfice” querendo referir-se a soluções aceitáveis e para diferenciar de soluções que satisfazem os critérios estabelecidos.  Portanto,  a importância de tratarmos a qualidade de transparência usando os conceitos da área de requisitos não-funcionais.  Ao usar essa sistematização passamos a explicitar a semântica que leva  a que fique claro como um característica de qualidade pode ser implantada (através da operacionalização).

2) Lidamos com operacionalização no nível concreto ao modificarmos os processos de negócio.  Os processos de negócio podem ser visto de forma análoga a um software, principalmente sob o aspecto da estrutura de controle seqüencial.  Fluxos de trabalho são concretos na medida em que podem retratar algo que ocorre na realidade (daí o uso de concreto).  Ou seja, para tornar o processo com uma característica que “help” transparência foi necessário adicionar algo na sua descrição (operacionalização).

3) Chegamos até a indicar o código do software LattesScholar, que funciona, mas que no momento tem um pequeno problema de configuração.  De maneira semelhante ao que foi feito nos processos, a idéia era identificar e operacionalizar o software com a ótica de transparência.

4) No entanto, como é uma área que estamos a definir, muitos pontos ficam ainda pouco claros ou “abstratos”.  Além disso como me referi acima, as ferramentas (software ) de trabalho ainda estão em evolução. Um dos pontos que é pouco claro é novamente sobre a transparência da informação ou transparência do processo sob a ótica de quem a usa. Podemos falar de software transparente, quando estamos na verdade querendo saber se o serviço prestado pelo software é transparente (nesse caso queremos que as informações sobre o serviço sejam transparentes) isso gera confusão.  Lembrem da   úlima figura o artigo de Transparência de Software.  O primeiro que lemos.

As aulas foram ministradas e planejadas como um grupo de estudo que continuaria.  A continuação poderá se dar de várias maneiras, dependendo dos tópicos que elegerem para a continuação do trabalho.

O entendimento do que é Transparência de Software é pouco trivial.  A tarefa de mapear a ontologia de Transparência é árdua e extremamente  trabalhosa.  Bom que vocês poderam contribuir.  Os passos seguintes envolvem conhecimentos diferenciados: sob a ótica de organização envolve principalmente ontologias e reutilização de software e sob a ótica de operação envolve desde trabalhos de programação (operacionalização) a trabalhos que lidam com o conceito de variabiliade de software, construção de arquiteturas e requisitos intencional entre outros.  As oportunidades de trabalhos de ponta são inúmeras.

Passei por correio eletrônico um conjunto de literatura: 1) a dissertação da UFPE que propõe um catálogo de Usabilidade usando o framework NFR, 2) Um artigo que propõe o reuso de qualidade, 3) Um artigo que será apresentado na RE 10, a mais importante conferência de Engenharia de Requistos, onde se propõe uma maneira de organizar catálogos NFR (portanto algo que poderia ser usada em Transparência).

Além disso vale a pena dar uma olhada em dissertações já defendidas no grupo bem como artigos recentemente publicados.

Dúvidas sobre o relatório final, e só falar.

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